Onze anos de prática contínua.
Padrão do Saber é um estúdio brasileiro fundado em 2014, em São Paulo. Trabalhamos para organizações que tratam tecnologia como ofício — não como ornamento.
Começamos em uma sala de quarenta metros quadrados no bairro de Pinheiros, com três pessoas e uma máquina de café que funcionava mal. Tínhamos uma convicção simples e talvez ingênua: a maior parte do software que circulava no mercado brasileiro era construída com pressa demais, e isso podia ser feito de outra maneira.
A maneira que desejávamos não tinha nome. Aos poucos descobrimos que havia uma palavra japonesa, ma (間), que descrevia bem o que buscávamos: o espaço entre as coisas, o silêncio que dá forma à música, a pausa que torna possível o pensamento. A tecnologia construída com ma respira. Tem tempo para ser revisada, lida, compreendida.
Hoje somos dezessete pessoas. A liderança continua presente em cada projeto. Recusamos contratos quando percebemos que não temos a competência para servir bem ao cliente, ou quando o ritmo proposto não permite o cuidado necessário.
Trabalhamos com bancos cooperativos do Sul, com cooperativas agrícolas do Centro-Oeste, com hospitais filantrópicos, com editoras independentes e com órgãos da administração pública. A diversidade dos contextos é parte do que mantém o ofício vivo.
“Não somos uma fábrica de software. Somos um ofício que trabalha em escala humana — e essa escolha aparece no código, na prosa, no detalhe.”
Seis convicções que não negociamos.
Cada princípio abaixo é uma reposta a um erro que cometemos. Ficaram porque continuam verdadeiros.
-
一 / Um
Antes de propor, ouvir.
Toda relação começa com leitura — de documentos, de fluxos, de pessoas. A primeira reunião é uma escuta, não uma apresentação comercial.
-
二 / Dois
Código que se possa ler em silêncio.
Quem escreve código também o lê — meses depois, sob pressão, em outro contexto. Escrevemos para esse leitor futuro com a mesma cortesia que esperamos receber.
-
三 / Três
A prosa importa tanto quanto a sintaxe.
Um sistema é também a documentação que o explica, a interface que o apresenta, o e-mail que pede desculpas quando algo falha. Tudo é ofício.
-
四 / Quatro
A pressa é inimiga do duradouro.
Não trabalhamos em ciclos de quarenta e oito horas. Os melhores resultados que entregamos vieram de prazos honestos e revisões frequentes.
-
五 / Cinco
Recusar é parte do ofício.
Dizemos não a projetos para os quais não temos competência ou que pediriam de nós um ritmo que sabemos ser nocivo. Dizer não é uma forma de respeito.
-
六 / Seis
A discrição protege o trabalho.
A maior parte dos sistemas que construímos opera longe das vitrines de mercado. Trabalhamos sob acordos de discrição porque a confiança não é divulgável.
Quem responde pelo trabalho.
Três pessoas assinam, em última instância, cada projeto que sai do estúdio. A presença é direta, não delegada.
-
01 / DireçãoMariana Sato
Diretora-presidente · Cofundadora
Engenheira de produção formada pela Poli-USP. Antes do estúdio, dirigiu engenharia em uma empresa de logística do Vale do Paraíba durante seis anos. Coordena a relação com clientes e a estratégia de longo prazo.
-
02 / TecnologiaRafael Mendes
Diretor de tecnologia · Cofundador
Quinze anos construindo plataformas em produção. Antes do estúdio, esteve em duas instituições financeiras de Brasília. Conduz a arquitetura e mantém a revisão técnica de todos os projetos.
-
03 / DesignCamila Oliveira
Diretora de design
Designer e tipógrafa, formada em Lisboa. Estudou em Kyoto, onde aprendeu o ofício do livro tradicional japonês. Conduz a linguagem visual e verbal das marcas que servimos.
Vamos conversar?
Se a postura descrita aqui ressoa com a forma como você pensa o seu próprio trabalho, há boas chances de podermos construir algo juntos.